01/03/2007
2º fase da minissérie
Nós já estamos gravando a 2º fase da minissérie!!! Olha aí um relato histórico desta parte da nossa história (é um pouco longo, mas tem muitas informações bacanas!):
A Amazônia viveu um segundo ciclo da borracha durante a 2º guerra mundial. A Malásia, que tomou o lugar do Brasil como principal produtora de borracha do mundo, estava agora sob controle dos japoneses, o que provocou uma queda de 97% de sua produção.
As Forças Aliadas (EUA, Inglaterra, França) necessitavam da borracha para o material bélico e, assim, o governo brasileiro, que apoiava o grupo desde 1943, fez um acordo com o governo americano, os acordos de Washington, que desencadeou uma operação de larga escala para extração de látex. O objetivo era aumentar a produção brasileira de 18 mil para 45 mil toneladas.
Os seringais estavam abandonados e o governo Getúlio Vargas realizou uma mobilização nacional para arregimentar homens para o trabalho na Amazônia, a chamada "Batalha da Borracha". O Nordeste vivia uma de suas piores secas e foi de lá que saiu a maior parte dos "soldados da borracha”, 54 mil trabalhadores. O alistamento era feito pelo SEMTA – Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia, órgão criado pelo Estado Novo.
A região novamente experimentou a sensação de riqueza e de pujança que vemos na 1º fase da minissérie. O dinheiro voltou a circular em Manaus, em Belém, em cidades e povoados vizinhos e a economia regional fortaleceu-se. Contudo, o crescimento da produção de borracha na Amazônia nesse período foi infinitamente menor do que o esperado.
Tão logo a guerra chegou ao fim, em 1945, os EUA se apressaram em cancelar todos os acordos referentes à produção de borracha amazônica. O acesso às regiões produtoras do sudeste Asiático se achava novamente aberto e o mercado internacional logo se normalizaria. Os trabalhadores enviados, mais uma vez, sofreram as conseqüências disso. A aposentadoria como soldado da borracha, por exemplo, só foi regularizada na Constituição de 1988.
Chico Mendes nasceu no final deste processo, em 1944. Mas isso já é papo para a 3º fase...
Para escrever este post, usei o excelente material que o pessoal da produção de arte, coordenados pela Ana Maria Magalhães, fez no início dos nossos trabalhos.
Postado por Giovana Manfredi
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