27/02/2007
Vida de Seringueiro
Terra que meu pai criou-se
Terra que meu pai nasceu
Um bravo trabalhador
que aqui mesmo morreu
Também falo a meu amigos para não ser
só eu que digo
O dono daqui sou eu
O dono daqui sou eu
Meu lugar, meu paradeiro
porque sempre vou levando
a vida de seringueiro
Esta vida foi herança
que meu velho pai deixou
Glória a Deus e à seringa
porque foi quem me criou
Porque foi quem me criou
quero lhe dar bom exemplo
Meu pai fazia borracha
pra me trazer o sustento
Pra me trazer o sustento
do que a borracha comprava
Mais parte de alimento assim
meu pai arranjava
Me lembro carne de caça
de quando meu pai caçava
também uns peixes
do rio
de quando meu pai pescava
Foi assim que me criei
muito longe da riqueza
Pobre por não possuir bens
Mais rico de natureza...
Raimundo Caboré, 12/01/1995
Postado por Bianca Freire Medeiros
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