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Glória Perez, autora da minissérie, e as pesquisadoras Bianca Freire-Medeiros, Giovana Manfredi e Sandra Regina convidam você a dar um mergulho ainda mais profundo no universo da trama!
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30/10/2006

Soldados da Borracha



Os seringais tiveram mais um momento de apogeu durante a segunda guerra, quando o Eixo cortou o acesso dos Aliados à borracha da Malásia. O governo brasileiro lança, então, com apoio dos Estados Unidos, a campanha "Borracha para a Vitória", e desloca para a Amazonia um exército de retirantes: os soldados da borracha.



Como os pracinhas, eles estavam indo para a guerra, atuando em outra frente de batalha. E teriam, por parte do governo, o mesmo tratamento e as mesmas regalias. Com a vantagem -dizia a propaganda- que o Eldorado amazonico oferecia possibilidades de enriquecimento e de uma vida próspera e farta. O artista plástico suíço Pierre Chabloz foi contratado para criar os cartazes da propaganda.



Cerca de 55 mil homens foram levados para os seringais. Estima-se que 31 mil tenham morrido de pronto, atacados por animais e vitimados pela malária e pela febre amarela.
Os outros foram deixados lá, esquecidos.
Pensão igual a dos pracinhas???? que pensão?

Os soldados da borracha são personagens da segunda fase da minissérie.

E aqui está seu Lupércio, que na vida real foi soldado da borracha. Seu Lupercio conta que era rapazinho, no Ceará, quando o caminhão passou recolhendo homens. Não o deixaram nem se despedir da mãe. Foi praticamente "tocado"para dentro do caminhão, e levado para
o Acre, onde vive até hoje.


Postado por

Glória Perez

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